O Indubrasil fez o marketing para o avanço das raças zebuínas

Por: *José Otávio Lemos

Raça pouco explorada no Brasil era tratado como bicho de zoológico no século passado. O Zebu era um bicho para zoológico ou circo. Isso mesmo. Os primeiros animais Bos indicus que vieram para o Brasil chegaram de forma não intencional. Pelo que se tem notícia, a primeira entrada de zebuínos no nosso país foi no ano de 1813. Era um casal de zebuínos oriundo da costa ocidental da Índia e, que deu origem a um tipo cruzado nomeado por Malabar. No Nordeste do Brasil se escutava até música exaltando o aparecimento do Malabar, cantada pelos vaqueiros do São Francisco: “Um dia se encontraram / O Turino e o Malabá / um, o cupim no cangote / o outro na volta da pá”… Em 1822, chegaram outros animais com cupim nas costas, em Salvador (BA), e desses, um novo tipo tauríndico surgiu o Guademar.
Um terceiro tipo o China, foi formado com a infusão da genética oriunda da primeira importação intencional de Zebu para o Brasil. E não era Zebu indiano. Era africano, da região do Rio Nilo. Tal gado do Nilo, de pelagem escura, foi importado por Dom Pedro I para a Fazenda Imperial de Santa Cruz, na capital Rio de Janeiro. O gado chamou por demais a atenção dos que viram os cruzados dele, e o imperador presenteava amigos com esses animais, batizados de tipo China (olhos puxados, elípticos). Os três tipos formados com a infusão de genética zebuína, China, Malabar e Guademar, tinham mais resistência a doenças e parasitas, maior aclimatação ao meio ambiente tropical e melhor conversão alimentar. Fora as características na morfologia, bem diferentes do então único conhecido bovino taurino. Os tipos se misturaram e sumiram através de cruzamentos absorventes com zebus na primeira metade do século XX.


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