INDUBRASIl: o queridinho da Tailândia

FRONTEIRAS //Animais te?m alta procura por causa da capacidade produtiva e sa?o cobic?ados pelas caracteri?sticas raciais que o tornam um produto pet no pai?s asia?tico

Por: Márcia Benevenuto

Foram embarcados 11 animais da raça Indubrasil no dia 8 de agosto no Aeroporto Internacional de Viracopos, no estado de São Paulo. Com escalas em Buenos Aires, Mon
tevidéu, Dakar e Frankfurt, o destino era Bangkok, e só foi atingido dois dias depois da partida. Essa é a segunda exportação desse zebuíno brasileiro para o Sudeste Asiático no período de um ano. A Tailândia era grande importadora da genética do Indubrasil no período de 1988 a 1991, porém, após esse período, o intercâmbio diminuiu.
Os primeiros sinais da volta da demanda externa ocorreram em 2013, quando tailandeses começaram a visitar o país e retomar as conversas com criadores, associações de promoção da raça e empresas do ramo de exportações e importações que atuam diretamente no setor e também são vinculadas ao projeto Brazilian Cattle, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Os tailandeses apreciam muito a raça Indubrasil e, além das exportações de bovinos vivos, há também um forte mercado para o sêmen.
“Nós trabalhamos com o que chamamos de ‘operação porta a porta’, que vai desde a seleção dos animais com a presença dos importadores, até a entrega no local escolhido, realizando todos os procedimentos que envolvem os exames, desembaraço, documentação, trâmites nacionais e internacionais e a logística adequada para o transporte dos animais”, explica a Coordenadora de Exportações da empresa AgroExport, Juliana Naves.
O bem-estar animal é uma questão de extrema relevância na definição das condições de transporte, de abrigo, de nutrição, além dos cuidados sanitários com os animais durante as viagens. Para esse tipo de transporte são avaliadas as melhores condições, instalações e manejo com pessoal capacitado.
Nesta exportação foram enviados exemplares Indubrasil de criatórios localizados em Sergipe e São Paulo. “Os tailandeses preferem animais dóceis, grandes, fortemente caracterizados. Até exageram na importância dada às características marcadamente raciais”, assegura um dos exportadores, Acrísio Cruz Neto, proprietário da Fazenda Floresta, lo
calizada no município Pinhão, no semiárido do estado de Sergipe.
Outros criadores que também enviaram animais para a Tailândia, na mesma operação, foram José Henrique Fugazzola, de Batatais (SP) e João Carvalho Pinto, de Pinhão (SE). “A retomada das exportações da raça é importante não apenas para o Indubrasil, mas para a pecuária brasileira, porque leva o nome de nosso país para todos os continentes, demonstrando a capacidade do pecuarista brasileiro em desenvolver uma bovinocultura eficiente e que contribui efetivamente com a melhoria da produtividade e da produção de proteína de origem animal”, diz o dire
tor internacional da Associação Brasileira dos Criadores de Indubrasil (ABCI), o criador
Djenal Tavares Queiroz Neto.?“Essa exportação é mais um re
conhecimento do mercado externo de que o Indubrasil é, de fato, produtivo e soberano nos cruzamentos, contribuindo na melhoria da pecuária da Tailândia. Além disso, os negócios colaboram e incrementam a receita dos criadores da raça, valorizando o material genético e os animais, além de estimular novos investimentos na seleção”, finaliza.

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